Por que ler métricas segunda 9h
A única hora boa pra olhar painel é antes da semana começar. Sexta tarde tá tarde demais — você não tem reação possível. Quarta de manhã tá ocupado demais — você não tem tempo de pensar. Segunda 9h é o slot. 30 minutos com café, painel aberto, decisão tomada antes da rotina queimar a janela.
Mas só funciona se as métricas existem, são vivas, e você sabe o que tá olhando.
As 12 métricas (em ordem de importância)
1. North Star Metric (NSM)
A métrica única que você decidiu seguir. Pode ser receita recorrente mensal (MRR), número de clientes ativos pagantes, ou outra. Tudo aponta pra ela. Tudo se julga por ela.
Como medir: definir 1 número e atualizar semanalmente. Como decidir: se a NSM cai 2 semanas seguidas, é alarme.
2. Pipeline ativo
Soma de R$ de todos os deals em aberto, ponderada por probabilidade de fechamento por etapa. Não é "valor potencial total" — é forecast realista.
Como medir: cada deal no CRM tem valor + etapa + probabilidade. Soma ponderada = forecast 90 dias.
3. Conversão por etapa do funil
De cada 100 leads, quantos viram qualificados? De qualificados, quantos viram propostas? De propostas, quantos fecham? Conversão por etapa, não conversão geral.
Por que: a etapa com pior conversão é onde fica o gargalo. Otimizar etapa de cima sem corrigir o gargalo é desperdício.
4. CAC blended (Customer Acquisition Cost)
Total gasto em aquisição (ads + content + sales + tools) dividido pelo número de clientes novos. Blended = soma todos os canais. Útil pra ver se o negócio fecha matematicamente.
Compare contra LTV. Regra prática: LTV deve ser 3x CAC mínimo.
5. LTV (Lifetime Value)
Receita média por cliente ao longo de toda a vida do relacionamento. Em SaaS recorrente: ARPU × meses retidos. Em projeto fechado: ticket médio × frequência de recompra.
6. Ciclo médio de venda
Dias entre lead chegar e cliente assinar. Por canal, por vertical, por vendedor. Ciclo aumentando = sinal de saturação ou objeção nova.
7. Velocidade do pipeline
Deals × ticket médio × taxa de conversão ÷ ciclo médio. Em uma fórmula: velocidade do pipeline. É o que você precisa otimizar pra crescer sem só aumentar volume.
8. Atividade do time (ligações + reuniões + propostas)
Não é micro-gestão — é leading indicator. Time que para de fazer atividade, tem queda de pipeline em 30-60 dias. Painel detecta antes de virar problema.
9. Taxa de no-show em reunião marcada
De cada 10 reuniões marcadas, quantos comparecem? Abaixo de 70%, o problema é qualificação, não fechamento.
10. Taxa de proposta enviada → aceita
Bom indicador de qualidade da venda + ticket. Abaixo de 25%, o problema é precificação ou qualificação.
11. NPS interno (do cliente fechado)
3 perguntas no offboarding. NPS direciona se você tá vendendo o que entrega ou prometendo demais.
12. Churn / cancelamento (recorrência)
Pra negócio recorrente. Acima de 10%/mês, problema crítico. Faixa saudável: 2-5%/mês em SMB, <1% em enterprise.
Como construir o painel
Tarven implementa essas 12 métricas direto no CRM (Kommo ou GoHighLevel) usando dashboards nativos. Sem stack extra de BI, sem Looker, sem custo adicional.
Pra times mais maduros, replicamos no Google Sheets ou Metabase pra análise mais profunda. Mas o painel principal — segunda 9h, 30 min — fica no CRM.
O erro comum: 50 métricas no painel
Painel de 50 métricas é painel de zero métricas. Ninguém olha. Ou olha sem decidir nada. 12 é o limite — qualquer coisa acima, você desfoca o que importa.
A versão Tarven do painel tem 12 KPIs principais + 12 KPIs secundários (drill-down). Apenas os principais aparecem segunda 9h. Secundários aparecem quando um principal acende alarme.